Nos últimos anos, a responsabilidade social corporativa tem passado por um processo de mudança, deixando de ser um tema discutido apenas nas mesas de reunião das grandes empresas e passando a  estar presente também nas discussões do dia a dia dos clientes. 

Isso porque a cobrança por parte dos consumidores tem feito com que cada vez mais empresas entendam que ter um posicionamento no mercado não é apenas um diferencial, mas uma obrigação dentro do cenário atual. 

No entanto, isso não significa que as ações de responsabilidade corporativa começaram a fazer parte dos escopos das organizações apenas agora. A relevância do tema sempre foi grande, mas a democratização da internet causou uma aceleração na criação de um plano social para as empresas. 

Devido ao maior facilidade em se ter acesso a informação, os consumidores passaram a ter maior consciência dos impactos gerados pela indústria em suas comunidades, se tornando mais críticos, e optando por escolher se relacionar  com empresas socialmente responsáveis.

Ou seja, dentro do mundo corporativo está sendo cada vez mais importante ser conhecido como uma organização que possui responsabilidade e se importa verdadeiramente com a comunidade, indo além do simples cumprimento de legislação. 

A grande vantagem disso é que ao vivenciar verdadeiramente as experiências de seus clientes, as empresas criam um vínculo que é benéfico para ambas as partes. 

Dessa forma, constrói-se um ativo muito poderoso: o capital social.

Ficou interessado em saber mais sobre o tema? Então continue a leitura e aprenda ainda mais sobre responsabilidade social corporativa e o seu impacto no mundo atual!

Qual a responsabilidade social das empresas?

Todas as empresas têm como objetivo principal a geração de lucros e o aumento nas vendas. Em teoria, isso não está errado, pois é o que permite que a mesma continue ativa no mercado. 

No entanto, focar apenas no aspecto financeiro não é o suficiente para manter uma organização em crescimento, já que é preciso expandir a visão e acompanhar as rápidas mudanças que vivemos hoje. 

Sendo assim, a responsabilidade social corporativa vem para alavancar o nome da corporação e dar a ela uma melhor posição no mercado. 

Uma organização com responsabilidade social tem como um dos seus objetivos principais o bem-estar da comunidade, tanto dos colaboradores quanto das pessoas que de alguma forma possuam vínculo com a empresa, seja por meio da contratação de serviços ou fornecimento de matéria-prima. 

É importante ressaltar que esse tipo de valor precisa ser de caráter genuíno e voluntário

Em outras palavras, deve ser uma iniciativa da empresa sem nenhum tipo de interesse além do de causar um impacto positivo na comunidade a sua volta. Senão, uma ação que seria benéfica, pode se transformar em um revés para a companhia.

Neste cenário, é imprescindível que essa ação seja bem planejada e tenha um alcance amplo, valorizando o  aspecto comunitário. Afinal, se a empresa é feita de e por pessoas, os níveis de responsabilidade social corporativa trazem benefícios não apenas a terceiros, mas as próprias vivências pessoais criadas dentro da companhia.

Na prática, simples ações já promovem e demonstram se a empresa é de fato preocupada em ser socialmente responsável. Alguns exemplos são o recrutamento adequado e o zelo com os seus empregados, além de melhoria constante das condições promovendo sempre o bem-estar do seu capital humano.

Não menos importante é avaliar também os impactos ambientais que a sua empresa causa. A redução de ações não sustentáveis também exemplifica a responsabilidade social não somente com as pessoas, mas também com o meio ambiente onde elas vivem.

Por que é necessário ter responsabilidade social corporativa nas empresas?

Cada vez mais os consumidores estão exigentes com os produtos e serviços que consomem. A união da democratização da internet, com a facilidade de receber informações, gera impactos diretos nas escolhas dos clientes. 

Desse modo, eles optam sempre por aquelas companhias que, em algum nível, demonstram preocupação e apoio por causas sociais.

Uma pesquisa global realizada pela Nielsen destaca em números a importância de uma empresa se preocupar com esse aspecto. O primeiro resultado, referente ao ano de 2013, mostrou que 50% dos consumidores estavam dispostos a pagar mais por produtos e serviços que viessem de empresas cuja responsabilidade social corporativa era ativa.

Em 2014 esse número subiu para 55% e em 2015 já era de 66%. Isso mostra que quanto maior a conscientização, mais o consumidor irá priorizar as companhias que não apenas possuem um discurso de valores éticos, mas que de fato atuam perante a comunidade naquilo que lhes é cabível.

Desse modo, percebe-se que a responsabilidade social empresarial não é apenas uma ação para a melhoria da comunidade, como também aumenta o lucro das empresas.

Outra pesquisa importante realizada pelo Instituto Akatu informa quais os pontos que mais receberam destaque por parte dos consumidores na hora de finalização de uma compra. São eles:

  • atuação no combate a exploração de trabalho infantil;
  • igualdade de gêneros, raça, religião, orientação sexual;
  • investimento em programas de contratação de pessoas com deficiência;
  • atuação ativa para contribuir com o bem-estar da comunidade onde atua;
  • oferecer boas condições de trabalho para os funcionários.

Através dessas questões, fica evidente que as exigências do consumidor atual não tratam mais de grandes mudanças, mas de atos sociais simples, que já devem fazer parte de toda a sociedade.

Quais são os tipos de responsabilidade social?

Diversas são as demandas do mercado consumidor, exigindo das empresas a adequação a cada uma delas. Por esse motivo, dentro do mercado nacional e internacional podemos observar cases de corporações que estão realizando verdadeiras transformações através do uso da responsabilidade social corporativa.

Em um artigo da revista exame foram listados 20 empresas modelo em responsabilidade social no Brasil, a partir dessa informação, aproveitamos para listar alguns alguns modelos e estratégias que têm sido adotados: 

O Bradesco, por exemplo, uma das maiores instituições bancárias do Brasil, possui um grande projeto que leva educação financeira para áreas mais pobres do país. Além disso, o banco também já investiu cerca de R$380 milhões em preservação ambiental, em um ato de parceria com a Fundação Amazônia Sustentável.

Outro case de muito sucesso é o da empresa Philips, que está trabalhando com a produção de lâmpadas “verdes”. Cerca de 7,7% dos lucros da companhia são destinados a investimentos em tecnologias mais sustentáveis para a criação dos produtos da empresa.

Recentemente a companhia investiu em um projeto experimental no estado de Santa Catarina, onde as lâmpadas comuns da iluminação urbana foram substituídas pelos LEDs da Philips. Com isso, foi possível economizar cerca de 84% em energia elétrica na região.

Com todas essas ações fica evidente que para investir em responsabilidade social é necessário que a companhia atue em diversas frentes, garantindo assim um ambiente de trabalho mais equilibrado e justo.

Por essa razão, existem três tipos diferentes de responsabilidade social no que se refere ao universo corporativo. São elas:

Responsabilidade social corporativa (RSC)

Representa o compromisso da empresa com a ética e o desenvolvimento econômico. Está focada principalmente na melhoria da qualidade de vida e do trabalho de todos aqueles que estão de alguma forma envolvidos em seu meio

Nesse conceito, famílias, comunidade local e sociedade como um todo são englobadas nas estratégias de negócio da empresa.

Responsabilidade social empresarial (SER)

Muito similar a RSC, porém, além de atuar na responsabilidade social no que se refere aos envolvidos no negócio, possui o diferencial de aumentar o seu campo de atuação, visto que as campanhas e planejamentos influenciam também todos os grupos interessados, como a população de um modo geral. 

Responsabilidade socioambiental (RSA)

É considerada uma das formas mais completas de ser uma empresa socialmente responsável, pois tem planos muito claros que beneficiam não somente as pessoas como também o meio ambiente, algo fundamental para a sociedade atual.

Como ser uma empresa socialmente responsável na prática?

Para se tornar uma empresa socialmente responsável as organizações costumam trabalhar em duas frentes: internas e externas. Cada uma delas representa um aspecto diferente mediante os funcionários, consumidores e sobre a sociedade no geral.

No que se refere à dimensão interna, podemos citar algumas ações que são básicas, porém essenciais e de grande valia no estabelecimento de uma responsabilidade social corporativa concreta:

  • trabalhar corretamente na gestão dos recursos humanos através de contratações responsáveis, incluindo minorias e valorizando a qualificação dos profissionais;
  • priorizar a saúde e segurança dos colaboradores, não apenas cumprindo com a legislação, mas pelo cuidado com o capital humano;
  • ser adaptável às mudanças, levando em consideração o interesse de todos os envolvidos no que se refere a possíveis reestruturações de negócios;
  • fazer uma boa gestão do impacto ambiental e dos recursos naturais, tomando os devidos cuidados nos possíveis danos que a empresa possa causar ao meio ambiente.

Já, no que se refere à dimensão externa, alguns pontos também podem ser destacados e devem ser levados em consideração:

  • valorizar a comunidade local através da promoção de boas práticas dentro da comunidade;
  • desenvolver parcerias comerciais, fornecedores e consumidores encontrando soluções para melhorar cada vez mais o relacionamento entre todas as partes;
  • valorizar os direitos humanos, tendo um compromisso sério mediante a todas as pessoas, respeitando-as em todos os aspectos;
  • preocupar-se com o meio ambiente, pensar globalmente nos que diz respeito a sustentabilidade, trabalhando sempre para ajudar a natureza e reduzir os impactos causados pela produção em massa e o consumismo desenfreado.

Cada empresa pode desenvolver o seu próprio plano de ações para se tornar socialmente responsável, independente do seu porte ou área de atuação. 

Com valores particulares, as companhias possuem papel essencial para valorização da diversidade e quebra de tabus antiquados dentro da sociedade atual.

Como o iFood se posiciona perante suas responsabilidades sociais?

O iFood tem realizado várias ações e mantido uma postura responsável e solidária diante da crise. Dedicado a continuar atendendo de forma humanizada os entregadores, restaurantes e consumidores de maneira geral, dado ao fato de que neste momento os serviços de entrega são ainda mais indispensáveis.

Nesse cenário, o iFood tem buscado entender através do diálogo com as autoridades o tamanho da relevância do papel do delivery neste momento.

Uma medida que merece destaque e mostra o nível de responsabilidade social da empresa foi o fato do iFood ter criado um fundo solidário para os parceiros de entrega que precisassem ficar sem trabalhar.

Com isso, o entregador tem direito a uma parcela do fundo com base na média dos repasses nos últimos 30 dias, recebendo um valor proporcional aos 14 dias de quarentena. 

Já no que diz respeito aos consumidores, a empresa disponibilizou para os usuários do aplicativo a opção ‘Entrega sem Contato’. Esta solução pode ser escolhida no momento da compra. 

Para que ela aconteça, basta que os pagamentos sejam realizados online através do aplicativo. Na sequência o entregador será avisado, tendo acesso aos direcionamentos enviados pelo cliente, garantindo assim a entrega sem interação.

A responsabilidade social corporativa é um tema que merece destaque não apenas em momentos de crise, mas em todo o crescimento e desenvolvimento das companhias. Afinal, ela pode ser a grande responsável pela descentralização de capital, permitindo uma distribuição mais justa e igualitária ao redor do mundo. 

Se você gosta de estar sempre por dentro das maiores novidades dentro do mundo corporativo, não perca nenhum artigo do nosso blog! 

Aqui postamos os melhores conteúdos para você aprender ainda mais sobre seu papel como gestor e a importância da sua empresa dentro do mercado.

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Por: Fernanda Capella

Coordenadora de Marketing de Conteúdo, copywriter, especialista em conteúdo de performance e comunicação. Amante de tecnologia, negócios, café e gastronomia.

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