As novas relações de trabalho tendem a ganhar ainda mais força nos próximos anos. Um deles é o home office, que passou a ser o modelo adotado por inúmeras empresas do Brasil e do mundo.

Além de flexibilizar a jornada, essas novas formas de trabalho acabam melhorando a produtividade do colaborador a longo prazo. Neste artigo, você vai saber porque esse assunto é relevante para a sua empresa.

Quais são os novos formatos de relação de trabalho?

Um número cada vez maior de pessoas busca a flexibilização da jornada de trabalho. Isso significa mais qualidade de vida pessoal e profissional, aumentando a produtividade em todos os aspectos.

Isso inclui o trabalho home office, Anywhere Office e outros que citaremos a seguir. É importante reforçar que as relações de trabalho estão cada vez mais modernas e que agradam tanto aos colaboradores, quanto aos gestores.

Um dos fatores que motivou ainda mais o trabalho em casa ou de qualquer lugar do país foi o advento da pandemia do coronavírus em 2020.

De lá para cá, o conceito de trabalhar em casa se materializou em uma rotina trabalhista oficial. Os colaboradores começaram a correr contra o tempo para se adaptarem à jornada de trabalho, sem prejudicar a produtividade.

Mesmo após o avanço da vacinação, o modelo de home office tem conquistado o coração da maioria dos colaboradores.

Essas relações de trabalho trouxeram benefícios para funcionários e empregadores. Ao mesmo tempo em que os trabalhadores produzem em casa, o empresário está economizando com o traslado de pessoas e entre outros gastos inerentes ao regulamento trabalhista. 

Vamos conferir as principais formas das relações de trabalho do mercado moderno:

Modelo híbrido 

Compreende o trabalho presencial na empresa e home office, ou seja, é um pouco dos dois modelos. Nesse sentido, o colaborador pode trabalhar alguns dias na empresa e outros em casa. 

Anywhere office

A palavra anywhere vem do inglês e significa de qualquer lugar. Aplicando na organização, o Anywhere office quer dizer que o profissional pode trabalhar de qualquer parte do país ou da cidade onde mora. 

Esse modelo é bem útil para empresas que possuem muitas filiais espalhadas pelo país e precisam de profissionais que se adaptem a uma nova cidade e realidade de trabalho. 

Home office

É a forma de trabalho em casa ou remota. O colaborador precisa entregar o seu serviço, administrando o tempo em casa para trabalhar. 

O conceito foi tão além que o home office se tornou uma tendência, algo que todos desejam implementar. Estabelecer um espaço na casa para os equipamentos de trabalho é algo que pode aumentar a produtividade.

O impacto da pandemia nessas mudanças

Como citamos no tópico anterior, a pandemia foi a grande responsável por fomentar o conceito de home office, na prática. 

De acordo com uma pesquisa feita pela Fundação Instituto de Administração (FIA), foram colhidos uma série de dados de 139 empresas pequenas, médias e de grande porte, em todo o Brasil. 

Ela mostrou que 46% delas adotaram o home office como forma de manter a produtividade, somando quase 7,9 milhões de trabalhadores. 

Assim, as pessoas não poderiam mais trabalhar 100% presencial, gerando a necessidade de treinar a equipe para que uma parte estivesse fisicamente na organização e a outra produzindo em casa.

Essas relações de trabalho passarão a ser mais comuns, mesmo que o isolamento social termine de vez.

Como saber se o seu negócio está preparado 

O trabalho remoto é amparado pela lei trabalhista no artigo 75-B, afirmando que o colaborador pode utilizar tecnologias da informação e de comunicação em trabalho externo. 

Após a pandemia, foi criada uma Medida Provisória 927 para que empresas e pessoas enfrentassem o estado de calamidade pública com a flexibilização do trabalho (exceto o modelo híbrido). 

Assim, o uso de recursos tecnológicos passou a ser extremamente necessário para que o trabalho remoto funcione. Por isso, para saber se o seu negócio está preparado para essa dinâmica, deve-se observar alguns fatores:

1. Fazer uma pesquisa interna

Saber o que os colaboradores pensam sobre as novas relações de trabalho é essencial. Afinal, é necessário organizar as equipes de trabalho nos diferentes modelos disponíveis. Isso é possível através de uma pesquisa interna. 

Os gestores podem enumerar a quantidade de colaboradores disponíveis na empresa e efetuar um rodízio de equipes: uma parte trabalha em home office e a outra de forma presencial.

2. Acompanhamento direto

Montadas e definidas as equipes, agora elas precisam de acompanhamento direto dos gestores. O uso da tecnologia ajuda e muito a se comunicar com as pessoas, tais como:

  • Utilizar aplicativos de reuniões e ligações diretas;
  • Redes sociais profissionais (LinkedIn, Slack e Feedz).

3. Cultura organizacional

Reforçar a flexibilização e a facilidade de trabalho são fatores que motivam os colaboradores, assim como saber qual é a missão, visão e valores da empresa. Isso também deve ser passado com clareza aos membros da equipe. 

As pessoas tendem a trabalhar com mais motivação quando sabem o que precisam fazer, como devem executar e qual o resultado esperado.  

4. Organização de processos

Passadas essas etapas, é hora de organizar os processos. Os líderes das equipes devem dividir as tarefas, estipular prazos de entrega e o que mais os membros precisarem dentro das relações de trabalho.

Ao trabalharem remotamente, eles irão necessitar de uma boa conexão com a internet e equipamentos modernos, por exemplo.

  • Deve-se promover reuniões online para alinhar os objetivos da empresa para com a equipe;
  • Deixar que os colaboradores reportem aos líderes e gestores sempre que se sentirem isolados ou com algum problema específico;
  • O que a empresa espera do colaborador – as funções devem ser bem estabelecidas;
  • A cultura de benefícios aos funcionários geram mais motivação a eles;
  • Disponibilizar equipamentos para o trabalho dos colaboradores em casa (computadores, teclados e mouses).

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Por: Paulo Pacheco

Advogado, Paulo possui bacharelado e pós-graduação em direito na FGV. Atua com direito empresarial há 10 anos e tem a ambição de tornar o direito próximo do cotidiano ao trazer o mundo jurídico para negócios e ao trazer negócios para o jurídico. Foi membro fundador da Comissão de Estudos e Legislação em Empreendedorismo Criativo da OAB de São Paulo, junto com grandes figuras como founders da Loft, Justtos e Bonuz. Na equipe iFood, estruturou e foi responsável pela expansão do iFood Restaurantes ao participar das negociações com grandes redes logo nos primórdios da organização. Atualmente, atua em seu xodó, iFood Benefícios, como Coordenador Jurídico. Amante de culinária e nerd de carteirinha, Paulo também se dedica a conhecer bons pratos, fazer trilhas e ao fundamental videogame nas horas vagas.

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