Você sabe como  você tem buscado informações? Quer saber como esses profissionais de RH têm feito para se atualizar? Bem, tanto a administração de recursos humanos quanto os analistas de RH podem se beneficiar destas dicas.

Entre fevereiro e março deste ano, o iFood Benefícios fez uma pesquisa com mais de 540 profissionais de empresas de diferentes setores e tamanhos espalhadas por todo o país.

Qual a idade e cargo dos profissionais de RH?

Entre os entrevistados, 73% têm entre 25 e 44 anos. 77% são profissionais de RH e 32% trabalham em empresas com mais de 1 mil funcionários. 18% deles ocupam cargos de gerência, outros 18% são analistas sênior, 17% são analistas plenos e 16% são coordenadores. 

A grande maioria, 68%, estão na região sudeste do país, seguidos por 16% na região sul. Dez por cento deles estão na região nordeste, 5% no centro-oeste e 1% no norte.

Com estes dados em mãos, nosso objetivo era entender o que é, de fato, importante para eles. 

Vamos aos resultados?

Valores pessoais x valores de mercado para profissionais e gestores de RH 

O que será que é mais levado em conta: valores pessoais ou valores de mercado? Para descobrir isso, indicamos 12 itens para avaliação e perguntamos aos profissionais de RH quais dos itens geram maior interesse em suas vidas. 

Para nossa surpresa, apenas um dos temas assumiu a liderança entre as duas perguntas.  O ‘bem-estar do colaborador’ é considerado pelos entrevistados o tema mais relevante para o mercado, por 97% deles

No entanto, apenas 67% têm interesse pelo assunto. Apesar da diferença, este é o item que assume a liderança em ambos os quesitos.

Estes dados também nos mostraram que não há uma correlação direta entre temas que são considerados relevantes – do ponto de vista profissional – e os que são considerados interessantes – do ponto de vista pessoal. 

Este é o caso de ‘People Analytics’ e ‘Avaliação de Desempenho sem Vieses’, temas que são de grande relevância para a maioria (94%). No entanto, apenas 53% das pessoas têm interesse pelo primeiro tema e 44% pelo segundo. 

Pacotes de benefícios empresariais e treinamento corporativo

Profissionais de rh precisam estar atentos às demandas de seus colaboradores.

Os pacotes de benefícios são muito relevantes para 91% dos profissionais do rh. Este número deixa esta categoria muito próxima das já consolidadas soft skills. Entre os entrevistados, 44% demonstraram interesse pelo primeiro item e 48% pelo segundo. 

Em seguida, três assuntos são relevantes para 89% dos profissionais e gestores de rh:: 

  • indicadores de desempenho; 
  • lifelong learning;
  • treinamentos e Gestão 4.0.

Profissionais de RH precisam entender também que Lifelong learning é um conteúdo de interesse para 60%, indicadores de desempenho para 56% e gestão 4.0 para 53%.

  • Missão e valores de uma empresa (87% de relevância e 28% de interesse); Tendências no mercado de trabalho (86% de relevância e 52% de interesse);
  • Recrutamento online (84% de relevância e 33% de interesse);  
  • Desafios do home office (81% de relevância e 38% de interesse) completa a lista de relevância entre os gestores e gestoras de RH. 

 Como os profissionais buscam e consomem informações sobre gestão de RH? Por meio de quais canais e com que frequência?  

Segundo os profissionais de RH, os canais mais usados para acompanhar informações sobre o mercado, estão nas redes sociais. O líder, disparado, é o LinkedIn. Oitenta e um por cento (81%) dos entrevistados usam páginas de especialistas do mercado na plataforma para se informar.

Em seguida, vem o Instagram. Quarenta e oito por cento (48%) dos entrevistados seguem especialistas em recursos humanos na rede social, como meio de se atualizar. Quase na mesma proporção – 47% – usam o LinkedIn Comunicação. 

Para 41% deles, a publicação Você S/A (versão online) é referência. Outros 37% buscam conteúdo no Youtube. 

A predominância do consumo de informação por via online é grande. Além de dispor de diversos canais via web, permitem maior interação e acesso ao autor. 

Além disso, esta diversidade de formatos pode agradar mais, facilitar a absorção do conhecimento, ou se adaptar ao dia a dia dos profissionais. 

  • Quarenta e nove por cento (49%) elegeram os vídeos como meios de se informarem.
  • Quarenta por cento (40%) preferem e-books e/ ou check lists e 39% optam por posts. 
  • Trinta e três por cento (33%) acreditam que a apresentação de cases reais é o melhor formato. Outros 21% preferem conteúdos informativos. 
  • Quatorze (14%) deles gostam de dicas rápidas. 
  • Doze por cento (12%) assistem a entrevistas com especialistas; 
  • 9% se interessam por pesquisas, 6% por tendências e 5% leem newsletters.

Os profissionais de RH gostam de se informar com frequência. Cinquenta e sete por cento (57%) deles dizem consumir conteúdos relacionados à gestão de RH diariamente.

Se o conteúdo predominante é via online, a possibilidade de compartilhá-lo é facilitada, via redes sociais ou por e-mail. Dentro deste contexto, 88% dos entrevistados dizem que podem compartilhar informações que consideram relevantes.

Temas de interesse

Se as redes sociais são as formas preferidas pelos entrevistados para se informar, para estes profissionais, é natural que eles busquem fontes em que se inspirem e confiem para isso. 

Quando buscam por influenciadores, se destacam aqueles que falam sobre pessoas (40%). Em seguida, temas como tecnologia (31%) e inovação (21%) também aparecem entre os preferidos. 

  1. Podcasts:

Uma outra vertente bastante procurada por profissionais de rh são os podcasts. Aqueles que trazem em seus conteúdos entrevistas com especialistas de recursos humanos, se destacam. Conteúdos e cursos para líderes também têm relevância. Canais com cunho voltado para diversidade, crise, digitalização e produtividade também geram bastante interesse. 

  1. Tendências:

A pandemia mudou o mundo e afetou fortemente os modelos de trabalho nas empresas. Pedimos aos 542 entrevistados que destacam quais delas, na área de recursos humanos, mais interessam os profissionais atualmente. 

A maior parte das respostas se concentrou em três grandes grupos, basicamente: 

  1. Pessoas
  2. Diversidade
  3. Modelo de trabalho

Dentre estas vertentes, alguns temas se mostraram relevantes. Quando profissionais de rh citaram “pessoas”, entraram na pauta assuntos como: 

  1. Desenvolvimento de pessoas, de liderança e da organização
  2. Bem-estar e saúde mental
  3. Avaliação de desempenho
  4. Benefícios
  5. Treinamento/ Continuidade
  6. Plano de Carreira
  7. Recrutamento e seleção

O alto índice de demissões voluntárias nos Estados Unidos no último ano, deixou em alerta as empresas para os movimentos de atração e retenção de talentos. Como desenvolver pessoas, liderança e uma cultura organizacional capaz de reter equipes se tornou uma das principais preocupações das equipes de RH em nível global. 

Algumas empresas estão adaptando os modelos de trabalho híbrido para cenários além da pandemia, que dêem maior liberdade para os colaboradores escolherem de onde e como querem trabalhar. 

Isso impacta fortemente na questão do bem-estar e saúde mental deles, afinal uma coisa leva à outra. É preciso ter um pensamento global para gerenciar ações de recursos humanos na atualidade.

O novo cenário causado pela crise sanitária causada pelo Coronavírus deixou ainda mais evidente a necessidade de se olhar com maior profundidade para assuntos como bem-estar e saúde mental. 

De acordo com dados divulgados no início de março pela Organização Mundial de Saúde – OMS, a pandemia de COVID-19 desencadeou um aumento de 25% na prevalência de quadros de ansiedade e depressão em todo o mundo.

Outro fator que traz o assunto à tona é a nova classificação da Síndrome de Burnout que passou a ser reconhecida como um fenômeno relacionado ao trabalho pela OMS em janeiro deste ano, compondo a partir de então a nova Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde, o CID -11.

ALIMENTAÇÃO E REFEIÇÃO

Fique atenta(o) aos detalhes: soluções devem ser personalizadas!

Cada vez mais em alta, e muitas vezes o fator decisivo na escolha de um emprego, os cartões benefícios têm ganhado papel destaque na composição do salário.

Hoje as empresas oferecem benefícios que entregam soluções voltadas para refeição, alimentação, saúde, mobilidade, bem-estar e qualidade de vida. Os profissionais de rh precisam estar atentos!

Como já contamos aqui para você, o governo aprovou, no final do ano passado, um decreto com as novas regras para a modernização do PAT – Programa de Alimentação do Trabalhador.

Já em 2023, os colaboradores poderão escolher em qual bandeira de vale-alimentação e refeição desejam fazer a portabilidade de seus créditos. Isso significa que, independentemente da empresa fornecedora de vale-alimentação e vale-refeição, o funcionário poderá escolher qual das ticketeiras responde melhor às suas necessidades.

O iFood é totalmente a favor da modernização do PAT, sobretudo porque direciona o poder de escolha para os trabalhadores. Além disso, ela reduz taxas e incentiva uma maior concorrência entre restaurantes e mercados, que passarão a oferecer preços mais competitivos para atrair mais clientes. 

Não é preciso dizer que cuidar da alimentação dos trabalhadores é cuidar diretamente de sua saúde. Quando uma pessoa adota uma rotina saudável, muitas coisas são alteradas no seu dia a dia. E isso permeia os mais diversos aspectos da vida. Ela melhora a disposição, melhora dores crônicas, cansaço e até o desânimo. 

TREINAMENTOS E PLANO DE CARREIRA

Ao lado dos processos de recrutamento e seleção, tendências em treinamentos e planos de carreira também estão entre os assuntos que são considerados importantes para a gestão de pessoas.

Sabemos que atrair e manter os colaboradores nas empresas é sempre um desafio grande para os profissionais de RH.

Cada vez mais as empresas têm buscado modelos diferentes para chamar a atenção dos profissionais que têm o perfil certo para determinada cultura empresarial. Portanto, uma abordagem personalizada costuma ser o melhor caminho para que haja um “match” desde o primeiro contato. 

Com a escassez de mão-de-obra qualificada, os especialistas buscam benefícios que sejam atraentes para seguir para a proposta e a efetivação da vaga. 

Em setembro do ano passado, o iFood Benefícios, por exemplo, lançou uma campanha no LinkedIn que deu tão certo, que abriu uma vaga real para a empresa. 

Com veiculação no LinkedIn, a empresa divulgou uma campanha na rede que o iFood havia criado um departamento especial, o Departamento do Sorriso, com a gerente sendo a atriz Luana Xavier, chefe do humorista Rafael Portugal, seu assistente. 

No primeiro momento, o objetivo era impactar gestores de RH, colaboradores das empresas, mercados e restaurantes.No entanto, a repercussão da ação fez com que a empresa decidisse abrir vagas para tal departamento, em que o candidato integra ao time do iFood Benefícios. Os candidatos teriam que ter habilidade para tirar sorrisos das pessoas. 

Desta forma, o  nosso core business de inovação já se apresenta nestas ações, colaborando para que as pessoas compreendam nossos valores para além das nossas estruturas internas.

O resultado esperado é que pessoas que se identificarem com este perfil tendem a se inscrever. Isto nos ajuda na filtragem de candidatos com o perfil esperado, e nos ajuda no processo seletivo, já que aumenta as chances de encontrar o profissional ideal para a vaga e a empresa. 

Ainda, uma outra técnica de recrutamento e seleção é a da parceria entre empresas que precisam de mão de obra qualificada e edtechs, as startups com foco em educação. Muitas delas são voltadas para a qualificação, capacitação e formação profissional. 

O iFood possui algumas parcerias, como a Galena, o Instituto Ser+, a Let ‘s Code e a Kenzie, para capacitação e recrutamento de jovens profissionais em diversas áreas.

Diversidade e gestão de times

Inclusão e diversidade devem ser pilares fundamentais para qualquer corporação

A segunda tendência que mais chama a atenção dos profissionais é a diversidade!

Entre os desmembramentos desta vertente, os principais assuntos abordados pelos entrevistados foram:

  • Inclusão e Diversidade
  • Employee Branding/ Experience
  • Inovação
  • Inteligência emocional/ Humanização
  • Tecnologia

Estudos realizados pelo McKinsey, em 2020, apontam que empresas que adotam políticas inclusivas em relação à diversidade de gênero, superarem a performance financeira de suas concorrentes é de 93%.

Isso porque conseguem, por meio de suas equipes, encontrar soluções através do olhar diferenciado sobre as necessidades internas e externas dos colaboradores.

Algumas formas de implementar tais iniciativas podem partir de parcerias com empresas – até mesmo startups –  que tenham foco em capacitar profissionais nestas expertises.

Desta maneira, é possível implementar políticas que consigam dar conta de diminuir o gap social entre os colaboradores e garantir que as mesmas oportunidades sejam oferecidas, independente de gênero, orientação sexual, raça, classe social, região ou faixa etária.

EMPLOYEE BRANDING E EXPERIÊNCIA

Employee branding é a reputação e a experiência que uma empresa empregadora oferece para seus colaboradores.  Cada vez mais a tendência é que o colaborador seja o protagonista nas organizações

 A consequência dessa abordagem são equipes mais qualificadas e engajadas,  impactando diretamente no resultado financeiro das corporações. 

Entender como atrair e reter as pessoas mais qualificadas é uma das mais relevantes tarefas da atualidade para os gestores de RH.

Construir uma proposta de valor –  além da remuneração –  que esteja alinhada aos objetivos e valores de vida das pessoas é muito importante neste processo. Quando buscam por um emprego, as pessoas querem se identificar com causas, crenças e visões de mundo. Elas querem participar de um processo de construção social, que vai além das paredes do escritório. Tem que ter sentido para elas.

Inteligência Emocional e Humanização

Outra tendência apontada pelos entrevistados permeia toda a cadeia hierárquica empresarial. O conceito de inteligência emocional remete à psicologia e descreve a capacidade que temos de reconhecer e avaliar nossos sentimentos e os dos outros, e assim, conseguir lidar com eles de uma maneira mais saudável.

Atrelado a isso, o processo de humanização, volta seus olhares para as pessoas, diferente daquele do modelo clássico, onde o foco de atenção estava na produção e nos resultados.

Porém, isto não significa um abandono dos resultados. O que muda é o percurso.  m ambiente aberto ao diálogo, que seja acolhedor e olhe para o funcionário de forma singular dá melhores condições para um  dia de trabalho melhor, e, consequentemente, mais produtivo.

 Inovação e Tecnologia

O investimento em tecnologia e inovação dão agilidade aos processos. Como vimos no período da pandemia, a tecnologia permite que as pessoas trabalhem de qualquer lugar, o chamado anywhere office, colaborando para a flexibilidade na escolha  dos locais de trabalho, contratações e formação de equipes

 Futuro do Trabalho

Com tantas mudanças ocorridas  nas relações de trabalho em meio à pandemia, a tendência de adoção de novos modelos de trabalho é uma realidade para os entrevistados.

Eles querem entender como ficará o cenário no pós-pandemia. Os temas giram em torno de agilidade, Gestão 4.0, e os desafios do home office.Ainda, a adaptação ao período de retorno e qualidade do ambiente de trabalho aparecem também como preocupações dos profissionais de rh.

Diante de tantas mudanças, criar e manter uma cultura organizacional que transite entre todas estas formas de trabalho – presencial, remoto ou híbrido – passa a ser um tanto desafiador para estes gestores.

Os desafios do modelo híbrido

Uma pesquisa realizada pela Robert Half, e publicada em fevereiro de 2022, aponta que 48% das empresas optaram por adotar o modelo híbrido de trabalho no Brasil. Isto deve beneficiar a empresa de diversas formas, incluindo redução de custos com aluguel, impostos, manutenção e serviços.

Se por este lado há uma vantagem enorme, os gestores de recursos humanos têm um desafio e tanto para criar e manter uma cultura organizacional que se adapte ao modelo híbrido e ao home office

Por fim, outra preocupação apontada pelos participantes está em como gerenciar a própria área de RH tanto do ponto de vista do profissional de RH quanto dos colaboradores.  As mudanças levaram a um replanejamento estrutural. Da aplicação de treinamentos à colaboração para o processo de qualificação profissional.

Ainda é cedo para apontar caminhos certos, mas a tendência é que os processos sejam cada vez mais objetivos e desburocratizados, sem perder a eficiência. 

Conclusão

A competição entre as empresas vai muito além das questões financeiras. O pacote de benefícios tem que estar alinhado a uma cultura organizacional atraente, que realmente coloque o colaborador no centro das discussões.

Toda organização deve priorizar a cultura interna como grande alavanca de crescimento. Benefícios desalinhados com as demandas dos colaboradores dificilmente farão bons profissionais, competentes, engajados e comprometidos com os resultados da empresa.

Se você é um profissional de RH, queremos saber: como estão os processos na sua empresa? Deixe seus comentários que adoraremos te ouvir!

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Por: Larissa Trento Oliveira

Formada em Administração pela Universidade Federal do Espírito Santo, Larissa é BP no iFood há dois anos e tem paixão por trazer impacto diretamente no desenvolvimento de pessoas com sua profissão e, como consequência, agregar valor para o business. Mãe de pet de carteirinha, é amante de corrida e exercícios físicos, principalmente quando envolve passear com o Zeca, seu border collie. Larissa já atuou como BP do time iFood Colômbia, México, iFood Shop, Marketing e agora atua como ponto focal do RH para crescimento do iFood Benefícios.

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