Presente no nosso dia a dia de formas que nem percebemos, a inteligência artificial (IA) já é aplicada de várias formas.

Assistentes pessoais, eletrônicos inteligentes, análises de dados e comportamentos, e até mesmo o reconhecimento facial que começa a operar em grandes cidades, são exemplos do amplo uso desse conceito que nos afetam sem que percebamos.

Na economia altamente competitiva atual, a tomada de decisão e o uso de ferramentas estratégicas que otimizem recursos é essencial. O emprego da inteligência artificial nas empresas torna negócios mais competitivos ao aumentar a eficiência dos serviços prestados ou produtos criados. 

Empresas de tecnologia que empregam esse conceito conseguem se destacar ao oferecer melhores produtos e serviços que melhor se adequam às demandas de seus clientes. 

Além disso, outra vantagem da IA é que através de suas otimizações pode-se alcançar a redução de custos financeiros da empresa.

Ficou curioso para entender melhor o que é e como funciona a IA, além de sua empregabilidade no mercado? 

Então continue a leitura e fique por dentro das inovações da inteligência artificial em empresas como iFood, que vem mostrando que drones e robôs de entrega não são abstrações de um futuro muito distante.

O que é inteligência artificial? 

A IA não existe somente na ficção científica e já faz parte de projetos de pesquisadores e desenvolvedores. 

A inteligência artificial é o uso de qualquer mecanismo, seja físico ou digital, com capacidade de perceber o ambiente e condições à sua volta e tomar decisões de forma autônoma para atingir seus objetivos. 

Dessa forma, a IA imita a inteligência humana, absorvendo informações, que nem sempre são precisas, e deduzindo resultados até chegar a uma conclusão prática – tudo sem intervenção humana.

Cabe à IA analisar o ambiente e executar ações que permitam maiores chance de sucesso. Objetivos podem ser definidos diretamente ou induzidos.

Por exemplo, se um sistema utilizando IA é programado para aprender por recompensa, as metas podem ser induzidas dando “prêmios” por tipos específicos de comportamento ou punindo outros.

Conforme as tecnologias evoluem, o conceito de IA fica mais restrito. Assim, o que antes era considerado IA, hoje é parte normal de tecnologias em uso, sem utilizar esse rótulo. Isso ocorre devido aos grandes avanços da computação, que tornam a inteligência artificial cada vez mais avançada. 

Se antes equipamentos de reconhecimento ótico eram tratados como IA, por exemplo, hoje eles são tecnologia muito comum e não se enquadram mais nesta categoria. 

Já avanços mais recentes, como carros autônomos e sistemas que reconhecem a voz humana atualmente se enquadram na categoria de inteligência artificial.

Como surgiu o conceito de inteligência artificial?

O conceito de inteligência artificial começou a ser estudado pela primeira vez na década de 50, quando um grupo de cientistas debateu por oito semanas no Dartmouth College, em New Hampshire, sobre automação e a capacidade de máquinas desenvolverem atividades intelectuais humanas. 

Naquela época, isso ainda era coisa de ficção científica. Ninguém tinha a menor ideia se uma máquina poderia tomar decisões e quem sabe até aprender. 

A própria concepção de computador eletrônico era algo novo. Por isso, as primeiras experiências com IA usavam sistemas mecânicos, sem nenhum tipo de computação digital. 

Mesmo com mecanismos simples, naquela época já se provou que máquinas autônomas eram capazes de encontrar soluções por dedução e aprendizado, provando que a inteligência artificial era, sim, possível. 

Em meados dos anos 50, computadores já utilizavam a IA para calcular fórmulas complexas. Logo, eles já conseguiam jogar dama de igual para igual com humanos e – pouco tempo depois – ultrapassar a nossa capacidade.

Rápida evolução rumo a um novo mundo

A rápida evolução da IA, como mostrado acima, levou os especialistas da época a acreditar que máquinas tão inteligentes quanto seres humanos poderiam surgir em poucas décadas.

Apesar desse avanço não ter ocorrido, conquistas pontuais colocaram a inteligência artificial como uma das bases da tecnologia atual, levando a um ganho de eficiência que resultou no crescimento acelerado de várias empresas que buscam inovação tecnológica. 

Quais são os tipos de inteligência artificial?

Apesar de se classificarem enquanto ferramentas de aprendizado automatizado sem interferências de humanos, existem diferenças entre os tipos de IA. 

A inteligência artificial se divide em duas categorias mais amplas: IA restrita e IA geral.

IA restrita

IA restrita está presente principalmente em computadores: sistemas inteligentes aprenderam a realizar tarefas específicas sem serem necessariamente programados para isso.

Esse tipo de inteligência pode ser facilmente encontrado no reconhecimento de voz do assistente virtual Siri no iPhone da Apple, nas recomendações de produtos com base no gosto de pessoas online e nos sistemas de direção de carros autônomos. 

Ao contrário de nós, humanos, esses sistemas são capazes de aprender como executar somente tarefas específicas, daí o nome: IA restrita.

IA geral

A inteligência artificial geral se assemelha mais ao conhecimento adaptável encontrado em humanos. Ela tem a forma flexível de inteligência capaz de aprender a executar tarefas diferentes, desde pintar um quadro até criar planilhas, ou processar uma grande quantidade de assuntos com base na experiência acumulada

Esse é o tipo de IA que geralmente se vê em filmes, como o Data, da série Star Trek – A Nova Geração. 

Embora seja o objetivo de todos cientistas conseguir alcançar esse nível de tecnologia, ela não existe hoje em dia e os especialistas em IA não sabem quando se tornará realidade.

Independentemente da categoria de IA, a sua aplicação tem infinitas possibilidades. 

Exemplos de uso da inteligência artificial incluem meteorologia, filtragem de spam, mecanismos de busca (como Pesquisa no Google), assistentes on-line (como o Siri), reconhecimento de imagens e rostos em fotografias, previsão de atrasos nos voos, previsão de decisões judiciais, segmentação de anúncios online, direção de veículos autônomos (como drones e carros autônomos), criação de arte (como poesia), diagnóstico médico, comprovação de teoremas matemáticos e jogos.

Agora que você entendeu melhor o conceito por trás da inteligência artificial, confira como vem ocorrendo sua participação no mercado. 

IA no mercado: uma nova economia

Como vimos, a inteligência artificial tem desempenhando um papel cada vez mais importante na nova economia.

Nesse contexto, as mais importantes empresas do mundo têm procurado criar tecnologias cada vez mais avançadas, utilizando aprendizado de máquina tanto internamente como para vender a outras empresas.

As grandes plataformas de cloud computing fornecem acesso, treinamento e execução de modelos de aprendizado de máquina para que empresas possam utilizar essa tecnologia dentro de seus mercados.

A infraestrutura e os serviços necessários são disponibilizados em sistemas em nuvem, com capacidade computacional necessária para transformar dados e prepará-los para análise.

Essas plataformas em nuvem vêm simplificando a criação de modelos personalizados de inteligência artificial.

Em alguns casos, esses serviços já utilizam ambientes simples de arrastar e soltar com modelos personalizados, permitindo que usuário não tenha conhecimentos mais profundo de IA.

Para empresas que não desejam criar modelos próprios mas buscam serviços sob demanda com IA – como voz, visão e reconhecimento de idioma – empresas como Microsoft, Google e IBM oferecem produtos que podem aumentar sensivelmente a competitividade.

Inovação iFood: robô e startup de IA

Uma das maiores empresas de entrega de comida no mundo, a iFood, vem liderando o mercado nacional e aposta sempre em novas tecnologias para tornar mais eficiente o seu trabalho.

Isso é feito tanto na automação de entregas utilizando IA como no melhor reconhecimento das preferências dos usuários do app.

Uma das inovações da empresa é a robô Ada

Fofa e eficiente, a robô Ada utilizando a inteligência artificial para oferecer a melhor experiência para empresas e usuários do app iFood. 

Em janeiro, Ada chegou para iniciar o processo de automatização das entregas.

Ela utiliza a IA para percorrer os corredores de um shopping center, reconhecendo pontos ao longo do caminho para saber onde está e constantemente monitorando o ambiente à sua volta para desviar do público e assim evitar colisões. 

A função da robô é levar os pedidos recebidos pelos restaurantes no shopping até um hub onde os entregadores aguardam para retirá-los. Completamente autônoma, ela consegue se dirigir até o restaurante que acabou de notificar a conclusão do preparo de um pedido. 

Chegando lá, a equipe do restaurante coloca o pedido na robô e a informa para se deslocar até o hub.

Ela então percorre o caminho sem auxílio de humanos até encontrar o local onde os entregadores devem retirar o pedido dela e levar para o cliente final.

Ao automatizar o movimento de transferência dos pedidos dentro do ambiente movimentado do shopping center, a robô reduz a quantidade de entregadores circulando no local.

Para centros com um grande número de restaurantes e em horários de pico, permitir essa redução na quantidade de pessoas circulando faz uma grande diferença na experiência do público. 

Assim, Ada auxilia o iFood a oferecer um melhor serviço tanto para os restaurantes parceiros como para o cliente final.

Não se engane: a experiência na inteligência artificial do iFood não fica só na entrega

Um ponto essencial na área de entrega de comida é reconhecer os gostos e preferências dos usuários dos apps. 

Para isso, a empresa adquiriu a startup mineira Hekima, especializada em oferecer soluções de IA para grandes empresas. Ambev, Netshows e Gerdau são algumas das grandes companhias brasileiras que utilizam modelos personalizados de IA dessa startup. 

Agora, com a aquisição pelo iFood, a empresa ficará dedicada a criar novos modelos que devem otimizar várias áreas, principalmente quanto aos gostos dos clientes.

Reconhecer uma restrição alimentar ou perceber sazonalidades e particularidades de cada usuário será o principal foco dos trabalhos da Hekima. O iFood espera em pouco mais de um ano oferecer produtos ainda mais personalizados, mantendo a liderança no mercado.

Para além de tarefas internas e de planejamento, o iFood ainda busca se inovar em outras áreas que contemplam a inteligência artificial. 

É o caso do uso de drones, que já vêm sendo empregado em entregas em outros países. Num futuro não muito distante, esses robôs voadores poderão levar pedidos muito mais rapidamente até os clientes. 

E então, gostou desse artigo? Se assim como nós, você tem fome de inovação, continue acompanhando os conteúdos do Blog iFood Empresas! 

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Por: Helenoá Trevisan

Formação em Linguística com especializações em comunicação digital. Entusiasta da aprendizagem interdisciplinar e amante da união entre jogos, animação e tecnologia em ferramentas facilitadoras para a vida corporativa.

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Comentários

  • João Silva

    junho 23, 2020 | 1:52 pm

    Bacana