Para conquistar seus objetivos é preciso que as organizações adotem estratégias competitivas, visando se diferenciar no mercado e ter um crescimento contínuo.

Isso porque, o sucesso e a longevidade de um negócio estão intimamente ligados a sua capacidade de competir no mercado, principalmente em momento de crise. E superar os concorrentes é necessário para alcançar posições de destaque e referência em seu ramo de atuação. 

Do grego Strategos, a palavra “estratégia” tem como significado base um plano de manobra em situações de crise. Este termo era utilizado nos primórdios como descrição para o desenvolvimento de estratégias militares, referindo-se as metas que o general desenvolvia para o seu exército, mostrando as melhores formas de derrotar os inimigos.

Atualmente, o termo se refere às vantagens competitivas que uma empresa desenvolve para ganhar destaque no mercado mediante as suas concorrentes, conquistando mais clientes e, consequentemente, aumentando o lucro.

Sabendo da importância de conhecer e aplicar as estratégias competitivas, criamos aqui um artigo completo. 

Continue acompanhando este texto e confira exemplos de estratégias competitivas! 

O que são estratégias competitivas

Estratégias competitivas são as várias maneiras que uma organização utiliza para se destacar da concorrência ou ainda aumentar os seus lucros, sobretudo em mercados muito disputados.

Nesse sentido, o primeiro passo para desenvolver uma boa estratégia competitiva é conhecer o mercado em que se atua, assim como o produto e o perfil dos consumidores

Com essas informações em mãos se torna muito mais simples responder questões como: o quanto as pessoas estão dispostas a pagar em seu produto e quem será o público alvo exato para a venda, traçando métodos de venda mais efetivos.

Assim, quando você conhece bem o produto e o comportamento de seus consumidores, o desenvolvimento de uma estratégia competitiva é viabilizado. Permitindo que seus produtos e serviços ofereçam bem mais que um preço, mas um valor agregado, essência do mercado atual.

Ao planejar seu negócio com estratégias, você conhecerá quem é seu cliente e quais as necessidades que ele possui. Nesse sentido, conhecendo o mercado também saberá quem são seus concorrentes e como eles apresentam o serviço ou produto em questão. 

Em seguida, poderá traçar caminhos para se destacar dentro do mercado, uma vez que tem conhecimento das possíveis vulnerabilidades e necessidades no entorno do seu negócio.

O que você entende por gestão estratégica competitiva?

Nas organizações, estratégias competitivas assumem um lugar de extrema importância durante um período de crise.

Se estratégias competitivas são as formas de uma empresa ganhar destaque no mercado, gestão estratégica nada mais é que o gerenciamento dessas ações, visando potencializar os seus resultados.

Ou seja, a administração de estratégias consiste basicamente no gerenciamento dos recursos disponíveis em uma organização, com a finalidade de alcançar metas e objetivos. 

Como o próprio nome sugere, ela representa os planos estratégicos que passam por todos os níveis da empresa, desde do gerencial, até a presidência.

De acordo com o livro Estratégia Empresarial, escrito por Igor Ansoff, “gestão estratégica nas empresas é o processo de tomada de decisões que orienta as ações da organização ao longo do tempo”.

A gestão estratégica competitiva envolve a definição dos objetivos cascateados em todos os níveis organizacionais. Afinal, embora cada área da corporação atue de forma diferente, os objetivos macros da empresa são os mesmos.

Nesse processo de gestão de estratégias, um dos pontos chaves é observar como a empresa está posicionada perante os seus concorrentes, reconhecendo melhorias e ameaças, tanto internas quanto externas. 

Desse modo, torna-se muito mais simples blindar possíveis ameaças, fazendo uma gestão de riscos forte e rigorosa e se mantendo sempre competitiva no mercado.

Quais os tipos de estratégias competitivas?

No que se refere a estratégias competitivas, Porter apresenta três tipos que são custo, diferenciação e foco. 

As estratégias competitivas variam de acordo com os objetivos da empresa e de seus projetos. Entretanto existem alguns estudiosos e profissionais do ramo que determinam alguns modelos de estratégias para que as organizações possam seguir.               

A seguir listamos dois modelos de estratégias competitivas: As cinco estratégias básica e as três estratégias genéricas. 

Quais são as cinco estratégias competitivas básicas?

Michael Eugene Porter, renomado professor da Universidade de Harvard, descreve que as cinco estratégias competitivas básicas são:

  • entrantes potenciais/entrada de novos concorrentes diretos;
  • entrantes substitutivos/entrada de produtos substitutos;
  • poder de negociação dos fornecedores;
  • poder de negociação dos compradores/clientes;
  • rivalidade entre os concorrentes diretos, atuais.

Porter é considerado o maior estudioso no que se refere ao tema de Estratégias Competitivas. Para ele, a intensidade do poder de concorrência de uma empresa não se trata de mera coincidência. 

Ela tem raízes em uma estrutura econômica básica e que comumente está ligada a algumas forças competitivas. Por isso, determinou em seus estudos as cinco principais estratégias macro de negócios.

Tendo conhecimento e domínio sobre esses cinco pontos, os empresários podem identificar os principais pontos fortes e fracos do seu negócio no mercado, além de estimular os gestores a pensar “fora da caixa”, criando estratégias inovadoras e criativas.

Quais são as três estratégias Genéricas?

Em seu livro intitulado Estratégia Competitiva (Competitive Strategy), Porter cita três principais modelos de estratégias consideradas fundamentais e, ao mesmo tempo, genéricas para que haja um potencial planejamento ofensivo.

Podemos resumi-las como Custo, Diferenciação e Foco. 

Custo

Segundo o estudo Comportamento de Compra do Consumidor de Vestuário, o preço ainda é o principal fator de relevância para os consumidores na hora da escolha de um produto. 

Ou seja, no ramo do comércio é extremamente comum que os clientes busquem sempre o melhor custo-benefício na hora de fechar qualquer negócio. Sendo assim, esse deve ser um fator de alta relevância em qualquer estratégia.

Portanto, essa estratégia consiste basicamente na busca pela maximização de produção e de volume de fabricação de uma empresa, aumentando assim a sua eficiência e o seu lucro. E pode ser realizada o através de medidas como otimização de processos e parcerias com fornecedores.

Diferenciação

Ser único no mercado também é uma estratégia de negócio. Isso acontece quando o produto ou serviço possui características que não são encontradas em seus concorrentes. 

Aqui, o principal foco é o investimento na imagem. Ou seja, a empresa precisa investir no branding de sua marca a partir dos pontos que mais se diferenciam dos concorrentes e influenciam seu público.

Com esse tipo de estratégia, ao contrário do custo, o preço do produto pode até ser mais alto, pois o valor da exclusividade está agregado.

Em termos de competitividade, considere programas de  aquisição e manutenção de talentos para sua empresa. Esses pontos são importantes investimentos para possibilitar que seu negócio seja pautado em constantes inovações. 

Foco

A estratégia de diferenciação é ainda mais afunilada, pois o foco aqui é ganhar destaque mediante poucos concorrentes. Neste caso, tudo se resume em centralizar as ações a um alvo específico que esteja de acordo com o mercado.

Assim, é possível oferecer o produto ou serviço considerado exclusivo para público consumidor alvo, alcançando dessa forma o status de único e diferenciado por seu consumidor.

Embora este plano seja voltado para um número menor de consumidores, aqui a ideia é disponibilizar opções para aqueles clientes que optam comprar na concorrência por não encontrarem nos produtos alguma característica específica.

Por fim, Porter afirma que para adotar qualquer uma dessas três estratégias é necessário possuir o conhecimento dos riscos, além de que, para cada uma delas é primordial ter atenção aos detalhes e conhecer bem o mercado.

Além disso, antes de definir qual estratégia competitiva adotar é muito importante avaliar quais são os seus objetivos e o mercado em que atua. A partir desse discernimento será muito mais simples elaborar um plano assertivo.

Como avaliar o mercado pós crise?

Atualmente, a perspectiva para o cenário econômico brasileiro não tem se mostrado muito favorável. Segundo estudiosos, caminhamos para a maior depressão da história do país, na qual os índices de desemprego e falência possivelmente vão crescer consideravelmente ao longo dos próximos anos.

No entanto, o cenário atual nos trouxe outra visão de estratégias de negócio, mostrando que ferramentas como a tecnologia podem ser utilizadas em benefício dos consumidores e empresários. 

A alta demanda pelo comércio online, o esforço coletivo das empresas e funcionários pela manutenção dos empregos, bem como a valorização pela economia local são bons exemplos de como a crise tem nos tirado da zona de conforto do mercado.

Mas como avaliar o mercado pós crise? Uma coisa é certa, nada será como antes. 

Ao se reinventar, as empresas perceberam sua enorme capacidade de adaptação, e em nível mundial é possível afirmar que o mercado nunca mais será o mesmo.

Mudanças como a maior adesão da modalidade de trabalho home office, cujos gastos para a empresa diminuem, tendem a se consolidar após a crise. 

É difícil avaliar no momento quais mudanças irão se perpetuar após a normalização das atividades e a retomada total da economia, porém, já podemos enxergar a importância das estratégias competitivas para as empresas que desejam se manter ativas no mercado.

Como utilizar estratégias competitivas para ter vantagem diante dos concorrentes pós crise?

Se a intenção é se manter ativo no mercado, o que pode diferenciar seu serviço ou produto é diminuir seu preço final.

Conhecendo melhor todas as estratégias competitivas é possível afirmar que após a crise será ainda mais importante utilizá-las para se manter ativo e a frente da concorrência. 

Na corrida pela retomada da economia e o reaquecimento do mercado, as empresas que saírem na frente, prevendo situações e adaptando-se às mudanças, terão um diferencial mediante as concorrentes.

Além disso, em épocas de corte de gastos, os empresários que conseguirem manter os custos baixos, oferecendo um diferencial de preço, ganharão destaque. Não se abstendo a isso, mais do que nunca é hora de se preparar para os desafios que ainda virão. 

Com a crescente demissão em massa muitas pessoas aproveitaram o momento para se reinventar e abrir um negócio próprio, aumentando significativamente a oferta no mercado

Porém, se ao mesmo tempo a oferta aumentou, com a redução de cargas horárias, por exemplo, os salários diminuíram, reduzindo também o consumo. A lei da oferta e procura tem se tornado desproporcional. Sendo assim, para manter-se ativo no mercado é preciso possuir diferenciais.

As soluções oferecidas pelo iFood empresas são bons exemplos de adaptação e diferencial, já que são pensadas para atender as necessidades das empresas que enfrentam um momento de readaptação no mercado.

E então, gostou do nosso artigo? Para saber mais sobre gestão estratégica e competitividade de mercado, continue acompanhando nosso blog, que sempre conta com artigos super interessantes e focados no mundo corporativo!

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Por: Helenoá Trevisan

Formação em Linguística com especializações em comunicação digital. Entusiasta da aprendizagem interdisciplinar e amante da união entre jogos, animação e tecnologia em ferramentas facilitadoras para a vida corporativa.

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