A depressão no trabalho é uma realidade que precisa ser discutida. De acordo com OMS, a depressão acomete aproximadamente 3.8% da população mundial, chegando a aproximadamente 280 milhões de pessoas. Ainda de acordo com o estudo, a depressão de intensidade moderada ou intensa pode se tornar um fator de risco para a saúde.

Por isso, quando o assunto é depressão no trabalho, é preciso prestar atenção e saber se o que o colaborador sente é algo subjetivo  ou do meio em que ele está inserido. Ou seja, precisamos analisar se os motivos causadores da depressão estão ligados a motivos externos, motivos internos ou se nos deparamos com um caso crônico

Com um acompanhamento psicológico, é possível compreender se os fatores são genéricos, biológicos, ambientais ou psicológicos. E as empresas possuem o dever de cuidar desse funcionário, a fim de promover uma melhor qualidade profissional e de vida para ele. 

Quais os sintomas da depressão no trabalho?

De acordo com o Ministério da Saúde, alguns sintomas podem caracterizar um quadro depressivo. No entanto somente a avaliação de um profissional pode determinar a presença ou não desta doença. Dentre os sintomas, podemos destacar:

  1. Humor depressivo: sensação de tristeza, autodesvalorização e sentimento de culpa.
  2. Retardo motor, falta de energia, preguiça ou cansaço excessivo, lentificação do pensamento, falta de concentração, queixas de falta de memória, de vontade e de iniciativa;
  3. Insônia ou sonolência. A insônia geralmente é intermediária ou terminal. A sonolência está mais associada à depressão chamada Atípica;
  4. Apetite: geralmente diminuído, podendo ocorrer em algumas formas de depressão aumento do apetite, com maior interesse por carboidratos e doces;
  5. Redução do interesse sexual;
  6. Dores e sintomas físicos difusos como mal estar, cansaço, queixas digestivas, dor no peito, taquicardia, sudorese.

É preciso ficar muito atento sobre a depressão no trabalho. De acordo com ANAMT, transtornos mentais já estão entre as cinco maiores causas de afastamento do trabalho.

As causas interligadas ao trabalho podem ser diversas. A mais frequente é gerada por estresse e sobrecarga, seguida de pressão profissional e relacionamento hostil ou abusivo por parte do chefe. 

A depressão no trabalho também pode ser causada pela competitividade entre colaboradores, baixo retorno financeiro e falta de reconhecimento. Além disso, ela pode estar associada a crimes de discriminação ou assédio, cometidos nos escritórios. 

São muitos os motivos que podem acontecer dentro das empresas, e é por isso que o acompanhamento psicológico empresarial é tão importante. Através dele, o psicólogo conseguirá anotar quais sinais e sintomas que os colaboradores possuem. Assim, é possível diagnosticar a depressão antes que ela se agrave. 

Então, os líderes e o setor de RH precisam ficar em alerta quando algum colaborador apresentar qualquer um dos sinais e sintomas. Isso será de grande importância na hora de conseguir lidar com a saúde mental no trabalho

Como lidar com a depressão no trabalho?

As empresas, antes de tudo, precisam entender que muitas vezes o ambiente de trabalho e até a cultura corporativa podem ser motivos para gerar uma depressão no trabalho. Por isso, o primeiro passo é compreender a responsabilidade que a instituição tem sobre a qualidade de vida dos colaboradores

Mas, independente dela ser causada por questões profissionais ou não, a doença deve ser respeitada e tratada com a devida seriedade. Então, algumas ações que as empresas podem promover são:

  • avaliação comportamental e profissional constante; 
  • ofertar planos de saúde psicológicos ou psiquiátricos; 
  • incentivar a capacitação ou especialização da área; 
  • incluir programas de estudo sobre depressão e ansiedade para as equipes; 
  • conversar com os colaboradores e alertá-los sobre possíveis sintomas
  • Estimular o autocuidado
  • Fomentar comunicação individual propiciando ambientes seguros.

Mas, quando você já identificou que um ou mais colaboradores estão com depressão no trabalho, você pode adotar algumas práticas para ajudá-los. Elas podem ser oferecidas apenas para aqueles que possuem a doença ou para toda a equipe. 

Por exemplo, implementar horários flexíveis pode ser uma boa saída para o profissional continuar ativo e produtivo. Muitas vezes, seguir uma rotina de horário comercial gera desânimo para essas pessoas. Então, com essa flexibilidade no trabalho, ela conseguirá produzir em momentos positivos. Isso gerará maior entrega e qualidade das atividades. 

Outra prática excelente é simplificar o escopo do trabalho, para que assim o funcionário não se sinta sobrecarregado. Então, você pode dividir um grande projeto em tarefas menores, e ir passando assim que as demandas vão sendo concluídas. Isso ajuda a não causar ansiedade e pressão para realizar a entrega do projeto. 

Por último, tenha uma liderança preparada. Líderes que focam no resultado positivo e criticam menos são ideais para lidar com os funcionários com depressão. 

É preciso entender que essa é uma doença de médio a longo prazo, e que não vai melhorar da noite pro dia. Então, oferecer suporte e realizar uma nova gestão para esses casos, são essenciais. 

Além disso, o setor de RH precisa ter uma gestão que leve em consideração a possibilidade de algum colaborador desenvolver uma depressão no trabalho. É preciso ter uma cultura ampla, para que assim os colaboradores se sintam à vontade para compartilhar problemas pessoais e profissionais. 

Adotando ações e práticas recomendadas, o ambiente de trabalho na sua empresa será mais inclusivo, e consequentemente de maior qualidade. Lembre-se sempre que a instituição tem um grande poder de transformação nessas situações. 

Qual o impacto em uma empresa

A depressão no trabalho pode prejudicar muito o dia a dia da empresa. As entregas de tarefas atrasam, a tomada de decisão é afetada, e até falta no trabalho pode gerar. Mas, é preciso entender que o funcionário sofre muito mais impacto. A baixa energia para executar atividades é um cenário não opcional, ou seja, muitas vezes a pessoa com depressão não escolhe a falta de energia, ela a sente.

Por consequência, pessoas com depressão  possuem o costume de se cobrarem muito. E, por isso, sentem uma estafa e grande pressão constante. Então qualquer tarefa simples vira algo complexo, mas que elas sabem a necessidade de cumpri-las para não prejudicar ninguém. 

Assim, as empresas acabam se prejudicando quando não demonstram interesse em ajudar no tratamento desse profissional, muitas  até procuram demiti-la, pois não entendem o processo da doença. A pessoa com depressão pode ter uma queda em seu  rendimento, sem apoio, ela tende a diminuir mais o seu desenvolvimento e piorar o quadro psicológico. 

Isso resulta em um ambiente de trabalho negativo, com uma comunicação cheia de problemas e uma produtividade baixa. Dessa forma, a equipe é afetada como um todo, e o clima organizacional fica comprometido. 

Além disso, o profissional que se encontrar com depressão no trabalho, dificilmente vai procurar melhorar por conta própria. O medo da demissão será maior, então eles não irão querer procurar um diagnóstico ou afastamento do trabalho. 

Por isso, é preciso criar uma boa relação com seus colaboradores para ajudá-los em quaisquer situações, sem deixar que elas afetem sua empresa. É necessário investir na prevenção e trabalhar na recuperação dos funcionários com depressão no trabalho. 

O iFood sabe da importância desse assunto, por isso apostou em um programa de saúde mental para seus colaboradores. Além disso, também inclui outras boas práticas para o dia a dia, principalmente no momento pandêmico causado pela Covid-19. 

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Por: Flávia Padilha

Psicóloga e especializada no Canadá em mercado e negócios, Flávia atuou por 8 anos na área de RH em treinamento e desenvolvimento de empresas. Na equipe iFood, trabalha com suporte psicoterapêutico, treinamentos, palestras sobre saúde mental e emocional e orientações de gestão. Acredita que bem-estar e saúde emocional são um dos alicerces do ser humano para alavancar suas histórias de sucesso, tem o desejo de sempre ajudar os colaboradores a encontrar seus potenciais e o equilíbrio. Flávia é mãe e, nas horas vagas, dançarina, amante de exercícios ao ar livre e boa ouvinte de histórias e pessoas.

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